"Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato."

Lewis Carroll






segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Mais que uma história...

MÁGICO!

Saí anestesiada e hiper motivada de uma palestra hoje. A temática era voltada para a educação e o ensino da história, tema que julgo muito pertinente não só por estudar "História" ou "Historiografia", mas também para ver aplicação e possibilidades da mesma na vida, sala de aula, entre o meio acadêmico. Amo meu curso apesar de questionar alguns fundamentos e exigências, coisas que me fazem uma eterna questionadora de todo "material" que consumo/analiso/ouço/guardo na pasta. Questiono pois não consigo seguir algo no qual não acredito, seja referente ao método, teoria, implicação e aplicação na sociedade. Em suma, coisas me fascinam, como a oportunidade que as ciências "moles" ou humanas podem possibilitar, talvez numa visão romântica da coisa, mas principalmente um novo olhar e a esperança de que novas ações são possíveis e, este curso com seu aglomerado de disciplinas ajuda a desvendar, provocar e, por vezes cansar, lógico.
Futuro? Não sei ao certo onde todas minhas crenças vão me levar, mas no momento vejo tudo como grandes janelas em que cada dia que passa as paisagens que as mesmas emolduram tornam-se mais claras, mas também mais utópicas, pois o ideal é sempre mais difícil já que implica primeiramente na percepção, seguida de planejamento, testes, até o desenvolvimento e execução do novo. Quando me imagino numa sala de aula pra ensino fundamental, por exemplo, quase tenho um colapso pensando na maneira que terei que dirigir minhas aulas, pois há normas e supervisões que fiscalizam os conteúdos e tempo que os assuntos desejados estão sendo realizados. Falo de colapso, pois a partir da visão que tenho formado percebo que o ensino/aprendizagem da História particularmente, não existe de maneira válida e efetiva se for aplicado de modo hierárquico, com materiais pré históricos como o livro didático, ou então sem discussão e análise de outras fontes, levando em consideração quem escreve, em que momento e porque. Ou seja, é muito pouco tempo para cumprir "agenda" e ser um professor facilitador do conhecimento, que "cutuque" os valores e padrões.
Não gosto de me aprofundar nesses assuntos no blog, pois sei que é cansativo e cheio de caminhos para pensar, repensar e filosofar e, isso tudo num "monólogo" é muita pretensão hehe mas momentos como os de hoje me fortalecem e instigam profundamente.
Ahhh e espero que ninguém diga que tudo o que eu disse é coisa de jovem, pois odeio rótulos e, espero continuar sonhadora, crente e executora dos meus pensamentos (apesar de não fazer quase nada ultimamente, o que me irrita, diga-se de passagem).


Beijos!

Um comentário:

Renata Matos disse...

LINDAAAAAAAaa
só pra dizer que te amo mto amiga e que sempre passo por aqui, continua colocando esse dom da escrita sempre em prática. BEIJOS RE