"Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato."

Lewis Carroll






quarta-feira, 27 de outubro de 2010

POORFAVORR

Eaeee!
Em meio a tantos assuntos teóricos e cheios de responsabilidades, quero falar de um, não menos importante, mas que serve também como desabafo hehe
Essa semana estou enlouquecida de tantos trabalhos e "coisaradas" para entregar e realizar. Assim, nos meus intervalos tenho lido algumas coisas que seriam para distrair sabe, tipo: horóscopo, e... fofoca mesmo (#prontofalei). Neste “submundo” da internet me deparei com umas 500 reportagens em sites "femininos" sobre cotidiano, beleza, sexo e, lógico, homem (s). Irritei-me profundamente quando percebi que na maioria deles as mulheres reclamam pelas mesmas coisas e, entre elas, pedem dicas para conquistar o homem "perfeito". Desculpem, mas tenho que rir. Lógico, se eu estava nesse tipo de site é por que algo buscava também além de distração, mas com certeza esse não era o foco. Bom, comecei a ler cada coisa aiaiai...
Em fim, encontrei um cara que se intitulava "conselheiro amoroso" opinando situações pra mulherada. Pesquisei sobre o cara, descobri um site e, lá fui eu ver se tinha alguma coisa interessante (é, não tinha nada melhor pra fazer).
Li e conclui que se for para seguir alguma das coisas que o cara diz como essenciais no “ato da conquista” prefiro estar ferrada, pois ele praticamente afirma: "Querida, para atrair o homem que deseja, você precisa escolher o perfume "x", falar na hora certa (e qual é?), rir moderadamente (haha), mexer no cabelo, lançar um olhar sexy e ingênuo (pssss), usar uma roupa "y". Resumindo: te transforma ¬¬.
Olha, talvez essa seja uma das razões para que muitos relacionamentos fracassem, a falta de sinceridade, a propaganda enganosa. O que adianta tu "fisgar" o cara dos sonhos sendo outra pessoa? Vestindo-se, agindo, olhando, andando da maneira "perfeita". Pra começar, acredito que não existe maneira perfeita e sim ideal. Desta forma o que é ideal pra mim pode não ser pra ti, independente de perfeição, que não existe (amém), já que acredito que gostamos de alguém pelas qualidades, mas amamos, principalmente, pelos defeitos...
Esse breve texto sem conteúdo significativo e pensamentos aprofundados, precisava surgir como forma de indignação aos padrões impostos para as mulheres, mesmo de maneira indireta, afinal quem esta com baixa estima e meio perdido, pode ver naquelas palavras a explicação, a salvação. Ahh e outra, o cara, "conselheiro", ainda diz "não existe mulher feia, apenas mal vestida". Certamente uma roupa impacta num "UP" considerável, mas afirmando isso (sendo bem intolerante) ele exclui da "lista das mulheres bonitas e com chances de encontrar o cara ideal", quem não tem condições ou habilidade para tal.
Com alguns exageros, finalizo acreditando que cada pessoa é uma, ou seja, receita não serve. Além disso, se alguém te dá tanta dor de cabeça, ao ponto de cuidar cada olhar é por que simplesmente não é a pessoa ideal, consequentemente o esforço é em vão. E outra, viver um teatro cansa, pois uma hora a máscara cai.

OBS: isso definitivamente não é conselho, é apenas constatação....(Ahh mas não use photoshop na vida tb) HAasauusHUAhashSHAu


Beijos!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Conselhos

De fato grande parte das nossas escolhas resultam no futuro, outras talvez derivem da sorte, circunstância... Mas como vivemos, obviamente, primeiro o presente e procuramos sanar nossas necessidades mais atuais, ou por vezes julgamos querer algo, depois não querer, ou simplesmente decidimos "deixar rolar", optamos quase inconscientemente por determinados caminhos, resultados.
Independente das escolhas, a sensação de saber como agir vem junto com a experiência e, quando não se tem, vem junto com o risco, o instinto. Muitas coisas são previsíveis ou óbvias, principalmente quando visualizamos a situação/condição/caso dos famosos "outros", aqueles que participam da nossa vida e dividem seus dramas e felicidades. "Se conselho fosse bom, não se dava, vendia..." disso todo mundo sabe, mas talvez por esta habilidade que temos em enxergar de maneira mais clara, fria, as soluções ou caminhos para os terceiros e, o espírito de "equilíbrio" que adquirimos quando estamos na função de aconselhar, torne a tal opinião tão gratuita e requisitada.
Poucas vezes as "dicas" e interferências dos outros, para determinados assuntos sem grande objetividade, são diferentes daquelas que estão berrando em nós. Sabemos, perguntamos, ouvimos aquilo que não era novidade e talvez insatisfeitos, fazemos o inverso, ou permanecemos sem mudar o plano até que o inevitável e temido aconteça. Pecamos por esperança e medo quando a decisão bate a porta. Esperança  que tudo se ajeitará realmente da melhor maneira possível. Medo, por temer que aquilo que não está perfeito piore. Credo! pensamento acomodado e pessimista não é? Mas as vezes ele acontece.
Também andei refletindo sobre essa necessidade de compartilhar e absorver posturas quando não as temos resolvidas por completo e, percebi que não assumir a "bronca" da escolha errada sozinho, pode ser confortante quando não há coragem... 
Mas, existem coisas que por mais que sejam analisadas não terão respostas ou receitas e, esses segredinhos, com certeza são os mais desejados. 
Com isso, acredito que existem coisas que só nós próprios podemos decidir, avaliar, arriscar! A garantia será, no mínimo, o aprendizado!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Garranchos

Somos constituídos por aquilo que nos incentiva e desafia através do meio que vivemos e, acredito que isso é mais forte que DNA.
Sempre gostei de ler/escrever/desenhar/falar/berrar/sorrir, talvez por DNA, pelo zodíaco, mas provavelmente e principalmente por influência da família e da mamys que já ensinava "a criança" de 2 anos a falar no plural e mais tarde acreditar que sabia ler (e brigar por isso com a professora) quando interpretava algumas imagens nos livros.
Mais que um ombro amigo, o caderno velho foi/é a ferramenta mais confortante e sincera que utilizo, pois como minha língua age mais rápido que meu cérebro e meu juízo de avaliação sobre as palavras que vou expulsar é lento, geralmente consigo ser sincera e racional quando escrevo, mas lógico que não menos enrolada ou contraditória...
Quando gostei do 2º "cara" da minha infância (puberdade, sei lá), por exemplo, comprei um diário no R$1,99, com cadeado e tal, e nele escrevia tudo sobre o guri e meus sentimentos estranhos para com aquela figura, mas como sempre, ele jamais soube do meu "amor", pois não gosto de demonstrar afeto até me sentir segura (segredinho hein). Lembro que meu pai leu e perguntou-me sobre minha paixonite (sim, esqueci de chavear) e quase morri de vergonha e desisti da tática.
Anos mais tarde quando os depoimentos começaram a ficar mais cabeludos criei um alfabeto com códigos (“aloka”) para poder continuar manifestando minhas inquietações sentimentais... Nunca gostei de dividir essas coisas com ninguém além das minhas amigas e meus "diários", pois o papel de "Brunica" sempre foi muito confortável e oportuno na minha casa (minha bolha familiar), pelo menos até certo momento...
Loucurinhas básicas passadas, comecei a redigir o que dava na telha e a me corresponder com minhas amigas/primas via correio e, NOSSA! O frio na barriga de abrir uma carta endereçada pra gente, que não seja conta do banco, é incrível, pois nela a atenção que a pessoa dirigiu pra ti transparece na letra, no cheiro, na cor, no papel utilizado. A experiência sempre foi ótima e penso em retomá-la.
Parece contraditório num mundo virtual? Talvez seja, pois estamos acostumados e viciados com a rapidez, as emoções/ações imediatas... Mas me questiono sobre o grau de honestidade e sentimento que respondemos as cobranças afobadas da rotina e, do quanto à tecnologia esta podando nossas habilidades criativas, podando nossa identidade gráfica, de expressão.
Deixar o punho ganhar vida é imprimir no papel o sentimento daquele momento, é passar a certeza da singularidade. Não sou contra a tecnologia, obviamente, mas as banalizações ou as simplificações que fazemos para suprir a falta de tempo para quem realmente importa no intuito de cumprir exigências entendidas muitas vezes como maiores ou mais urgentes, tornam-se privações que acredito minimizar a arte da exclusividade, da surpresa.
Sou a favor dos garranchos, daquele bilhete no guardanapo, daquele cartão/carta caprichado (a), daquela recordação amarelada, PRA SEMPRE.
Às vezes ganhamos emails lindos, mas com o tempo outros chegam e sobrepõe-se a ele até o mesmo cair no esquecimento, e quando o encontramos permite lembrarmo-nos da criatura que digitou somente pelo nome assinalado de modo padrão no final (já que muitos amores/amigos utilizam os mesmos clichês no texto).
As cartas são diferentes, carimbam a emoção em cada garrancho, ou em cada letra bem desenhada, remetendo de imediato ao "produtor" e, isso não tem preço. Arrependo-me das “lembranças” que um dia joguei fora por motivos imbecis, mas alegro-me quando vejo minhas caixas cheias de cartas, refletindo sentimentos, lembranças, momentos, pessoas...

Beijooos!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Reto e certo?

Eaííí!!
Passando por um momento bem conturbado no sentido de agenda. Muito trabalho, tanto de faculdade quanto no setor, vida social a mil , mas esta é a melhor parte :P.
Mais uma vez me vejo no fechamento de um ciclo, alguns dos quais participei anteriormente fui pega de surpresa, outros planejei, outros se findaram sem que eu reconhecesse o último instante de fato, outros já começaram com gostinho de despedida... Bem, mas a finaleira que quero rapidamente pontuar é a do meu contrato de trabalho mesmo, algo que tinha data p/ começar e terminar, algo que "cheguei" meio de surpresa e passei por coisas que me surpreenderam a todo momento, de maneira negativa por vezes, mas muito positiva também. Com certeza o convívio com diferentes pessoas e suas personalidades foi o mais válido, tenham sido elas funcionários, alunos, professores, ou administradores, em fim, todo mundo contribuiu de maneira única neste processo, auxiliando inclusive para  auto análise perante cada desafio que surgiu.
Bom, mas este ainda não é o foco, o principal é perceber que na vida quase tudo tem prazo de validade, que as vezes estamos "por cima" outras "por baixo" (sem bagacerice hein) e que o sentido das coisas esta no modo como aproveitamos e utilizamos cada segundo, cada contato, cada experiência. Muitas vezes ciclos são interrompidos sem pedir licença, nos causando insegurança, reavaliações, aquela sensação de perder o chão mesmo. Aí paramos de simplesmente sentir e a vida obriga a fazermos uma reflexão, desacomodarmos a mente em busca de novas alternativas, utilizando as experiências passadas, mesmo que para ter certeza do que não fazer.
Porém talvez mais difícil seja quando precisamos findar com algum ciclo, seja relacionado ao modo de vida, "coração", trabalho, família, curso....pois a responsabilidade se multiplica: * 1º sobre a decisão por uma nova escolha que implicará em mudanças consideráveis *2º pela reorganização dos objetivos *3º pela luta por eles *4 pela insegurança de um arrependimento (afinal pode-se perder tudo numa única "jogada").
Talvez seja vazio comparar as escolhas da vida como apostas, mas muitas vezes sinto-as assim, já que por mais que eu "frite os miolos" decidindo algo, as multiplas consequências podem ser (geralmente são) muito diferentes das imaginadas no primeiro momento.

É, mas aí está o tempero da vida, a certeza da incerteza em cada curva...