"Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato."

Lewis Carroll






quarta-feira, 21 de abril de 2010

pensando "AMIZADE"

AMIGOS...
Até pouco tempo atrás eu considerava meus amigos, aqueles e aquelas que faziam parte do meu convívio, eram de alguma maneira partidários de algum gosto em comum, me faziam rir, me acompanhavam em festas e alguns outros eventos.
Com o tempo (que é mestre) e alguns tropeços e ganhos, modifiquei meu conceito.
Hoje sei que sou rodeada de "amigos-por”, pessoas MARAVILHOSAS, mas que não são promovidos a "amigos-mor" por diversos fatores e o principal deles é a diferença que os mesmos fazem nos meus dias, no "cru" das situações, indiferentemente de quais forem.
Quando me refiro a "amigos-por", falo de amigos por conveniência. Aqueles que só são amigos para as baladas, amigos para alguma cadeira da faculdade, amigos com segundas intenções, amigos por proximidade, por obrigação por estar no mesmo lugar, enfim.
Sei que da mesma maneira que tenho vários “amigos-por”, também sou uma "amiga-por" para muitos e, não desmereço essa conotação, pois de alguma forma esses caras contribuem muito em diversas situações da vida e, muitas vezes não são "promovidos", por falta de tempo, oportunidade ou abertura de ambas as partes.
Confesso que conceituar amizade parece um tanto quanto racional, mas não é.
Observei-me sentindo essa diferenciação e, não racionalizando simplesmente. O sentimento partiu nos meus meios de relacionamento e vi que amizade é algo muito forte pra ser misturada na mesma panela com parceria, por exemplo. Essa distinção foi dolorosa, pois pessoas que eu imaginava contar pra sempre, um dia se mostraram amigos por conveniência e aquilo que te ligava a pessoa desaparecendo foi o bastante para desestabilizar a relação. Também o contrário aconteceu, pessoas que eu não imaginava tão fundamentais em minha vida tornaram-se. E lógico este é o processo da vida, estamos sempre mudando nossos interesses, lugares, verdades, estando mais ou menos abertos ao novo.
Mas, existem aqueles amigos que carregamos no lado esquerdo do peito e que de lá ninguém tira. E eles se enraizaram no nosso coração por diversos fatores, mas principalmente por agüentar toda e qualquer adversidade. Sejam elas de localização física, estado civil, opiniões divergentes, fofocas alheias, entre outros tantos pontos críticos que ocorrem no percurso. Esse tipo geralmente está próximo em todas as situações que os "amigos-por" estão, porém, naqueles que eles não estão os “amigos-mor” estão com certeza.
Eles têm a capacidade de reconhecer o teu olhar e decifrar teus pensamentos, tirar gargalhadas de coisas sem graça, puxar as orelhas quando erramos, dizer que você não está gorda (mesmo você estando), aconselhar, dançar não importa a música, te levantar quando você está no chão e o mais importante, te amar, pois AMIZADE é AMOR que NUNCA MORRE.
E o principal ingrediente pra fazer da amizade verdadeira e eterna é a confiança. Confiança que assegura nossos segredos não revelados, medos conhecidos e respeitados, sabe muito bem das nossas fraquezas e por mais que não concorde com algumas atitudes não nos abandona, não trai jamais, pois sabe exatamente aquilo que irá nos ferir e, claro, este ingrediente precisa acontecer de maneira recíproca.
BRIGADÃO meus AMIGOS, sejam vocês “por” ou “mor” hehe com vocês a vida fica mais alegre e ganha sentido e contorno inigualável.

Um comentário:

Renata Matos disse...

Aeeee! Que lindo o que tu escreveu! Faltou dizer que AMA a tua amiga Rê de 9 anos de sincera amizade!
TE AMO BRUNINHA!