"Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato."

Lewis Carroll






domingo, 14 de novembro de 2010

Amanhecendo...

Olaa!
Em alguns momentos tenho a sensação de ser muito critica e questionadora sobre a vida e, com isso me desgasto na busca por respostas das quais só resultam em novas perguntas. Assisti ao filme "Antes do Amanhecer" sem menor expectativa e entediada com a idéia de acompanhar um romance, pois grande parte dos filmes deste gênero são "água com açúcar" e repetitivos. Bom, neste longa vi conflitos existenciais sendo desenvolvidos da maneira mais simples e abrangente que eu poderia imaginar, onde a vida, a morte, o acaso, a confiança, a coragem e o tal "amor" se fazem presentes no diálogo dos personagens e nas suas atitudes. Temos muitas "regras" antes de agir, normas que procuram atender as demandas éticas, culturais, familiares que acabam limitando nossas escolhas às coisas mais "seguranças" e ditas normais onde modificar os caminhos e destinos torna-se difícil. Perceber o que realmente se quer para a vida, bem como a maneira de vivê-la, vai além da nossa vontade, conta com a circunstância cultural, a coragem, mas principalmente com a busca pelo auto conhecimento para não engolir certas "hereditariedades", vícios cometidos sem reflexão como se precisássemos seguir um manual. Voltando ao  filme, ele desconstrói o padrão tradicional de relacionamento, mostrando que as vezes é possível apaixonar-se em pouco tempo por alguém , ou jamais fazê-lo mesmo depois de anos. Trás a sinceridade e a transparência de maneira ingênua e madura, onde não participar de um "jogo de palavras" por medo das reações, por insegurança é quebrado a medida que os personagens  permitem se conhecer sem máscaras.
A questão do peso que existe em ser mulher ou homem perante a vida também é possível  ser observada. Confesso que me identifiquei com a mulher quando ela diz (em outras palavras, maas...) que estamos sempre querendo provar que não precisamos provar nada pra ninguém, que podemos ser independentes, que nossos ideais mudaram completamente, quando na verdade o romantismo ainda está presente, mesmo que nos sonhos mais secretos.

Bom, vale a pena assistir...Já estou pensando em uma viagem, um trem e, claro, onde comprar doses de ousadia hehe

Beiijoos

2 comentários:

Renata Matos disse...

Fiquei master curiosa em ver esse filme. Adoro indicações ;)
Bru, as coisas são sempre mto simples, mas o ser humano faz questao de complicar.

Abstrair, se nao enlouquecemos. BEIJOS AMIGA

Douglas disse...

Nossa, tu escreve muito bem, parabéns!!
Legal mesmo saber que "conheci" uma pessoa crítica. Por sinal, muito boas elas, bem fundamentadas!

Fica sabendo que não és a única que gosta de criticar as coisas e sempre se interessar pelo por quê das coisas. E realmente sempre que buscamos respostas só o que encontramos são mais perguntas, máxima que vem dos tempos de Sócrates, inclusive.

Outro fator engraçado foi a tua surpresa com a quantidade de reflexoes que o filme te trouxe, quando na verdade a única coisa que tu buscavas era passar o tempo... hahaha

Mas o Blog está show, parabéns! Vou virar um frequentador assíduo dele.. xD

Beijão Bru P.